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9 de abril de 2013

crua

há sempre um lado que pesa e outro lado que flutua
a tua pele é crua.


otto

24 de julho de 2012

a sua

Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que eu te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz

Marisa Monte

21 de julho de 2012

nosso pequeno castelo

Era engraçado como passávamos horas conversando sobre os mais diversos assuntos sem se tocar que existia um mundo além de nós dois. Você apontava os meus medos e eu argumentava sobre como os seus eram mais sem noção. Você nunca conseguia achar uma defesa convincente, mas eu sempre deixava você ganhar e me conformava em ser a "medrosa", como você insistia em me chamar.
Gostava também do seu sorriso torto, quando a gente cruzava os olhares (e eu desviava, porque eu nunca sabia o que fazer quando você sorria pra mim). E gostava de quando você me fazia rir, e não era muito difícil. E também tem o seu cheiro bom e o seu casaco, que eu gostava de usar.

Queria ter te dito o quanto gostava de você e de todas essas manias e frescuras estranhas que você tem. Queria poder te explicar o porque de todas as perguntas que você fazia, e as que não fazia também. Queria ter te feito feliz de maneiras que você nunca imaginaria. Queria ter te dado um beijo na bochecha e um abraço antes de ir embora.

''Não chove, não molha. Não olhe agora, estou olhando pra você.''
isso sempre será sobre nós dois.

27 de junho de 2012

Maitê (você não sabe o que é o amor)

Maitê, eu tinha uma porrada de coisas pra fazer, mas preferi ficar olhando pra essas suas meias com estrelas coloridas, só porque você pediu.
Você de moletom, você me olha com desprezo, você cantarola "you don't know what love is" e ri da minha cara, você tem um belo par de peitos... e de olhos também.
Você me pede pra fazer carinho no seu cabelo cheiroso e aí você diz que estou embaraçando os fios. Você esnoba tudo de bacana que eu faço por você.
Olha, já fui rejeitado por muitas garotas antes, mas com você é diferente. Você é a pior de todas. Você gosta de me fazer de bobo. E eu fico aqui, sendo esse Narciso ao avesso, com essa de eterno apaixonado, escravo, otário, aprendiz de você, Maitê.
Você me atrapalha enquanto leio, você começa a chorar por um motivo desprezível no meio do jogo, você reclama dos filmes que eu escolho, você fala mal de Snow Patrol só pra me encher o saco.
Sua mãe não está em casa, o seu quarto está vazio, mas você nunca quer fazer amor comigo. Você mente pra todo mundo fazendo essa cara de mocinha que só eu sei que você não é. Você enjoada, você me pede pra ir embora.
E você não nega, e você se entrega quando diz:

"Volta amanhã."

6 de maio de 2012

...tanto


Eu preciso dizer que eu te amo by Cazuza on Grooveshark


"Te ganhar ou perder, sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo... tanto."

5 de fevereiro de 2012

cenas de quinta feira a noite

Quinta feira a noite, enquanto você tentava ajeitar o projetor para assistirmos pela trigésima vez juntos aquele filme que a gente adora, coloquei "Carinhoso" pra tocar e fomos cantarolando junto com a música. Quando acabou, você olhou pra mim sorrindo e disse que a melhor parte de cantar a música comigo, era que seus olhos continuavam a sorrir e a me seguir e mesmo assim, eu não fugia de você.

É amor, e do jeito que as coisas são entre nós dois, isso não vai acontecer nunca e poderemos cantar só pela música ser bonita, mesmo.

18 de dezembro de 2011

mais um ensaio sobre você

Entra pra ver como você deixou o lugar;
E o tempo que levou pra arrumar aquela gaveta.
Açúcar ou adoçante, Cícero

10 de dezembro de 2011

ensaio sobre você

Não se esqueça,
por enquanto,
de esquecer alguma coisa
pela casa
e vir buscar do nada
Açúcar ou adoçante, Cícero

10 de outubro de 2011

não me deixe pra depois

Acorda amor, que já virou um outro dia
A gente pode fazer tudo hoje.
Não me deixe pra depois
Sempre tenho um bom motivo pra nós dois

Highly Sensitive, Mallu Magalhães

9 de outubro de 2011

mi vida eres tu

Desenhei nas ruas um amor
Que já não sei se é real
Ou se não existe
E se eu sou triste, a causa é você
É só você

Vanguart

15 de maio de 2011

não

eu não quero escrever sobre amor pra você
eu não quero cantar
tudo belo que há

O românico em mim - Caravana do Delírio

26 de janeiro de 2011

Quando eu era Lily Braun

Eu já fui borboleta, já fui Júlia, já fui Camila, já fui Clara e já fui Beatriz. Mas, de todas que já fui, a que mais gostei de ser foi Lily Braun.
Lily Braun não tinha segredos, não tinha mentiras e sorria de verdade. Lily Braun não sabia o quanto que era feliz. E quando era convidada pra sair, não precisava de mais nada.
Lily Braun sonhava... Adorava sonhar! Sonhava com coisas simples, mas tão belas.
Lily Braun tinha amigos, pai, mãe e uma boa reputação. O nome de Lily Braun nunca era desagradável de mencionar.
Lily Braun não podia voar e Lily Braun sabia disso.
Ai, que saudades eu tenho de ser Lily Braun.

Hoje, sou o que sobrou de todas que já fui um dia e sou também, grande parte de mim.

E sabe, crescer não é tão fácil como Lily Braun achou que fosse.

12 de janeiro de 2011

4 de janeiro de 2011

Vinis ao sol

Da última vez em nos encontramos, passeamos pelo centro da cidade, comemos sonho de padaria e ficamos olhando alguns discos de vinil cobertos pelo sol.
Foi uma tarde divertida, daquelas pra nunca mais.

Agora, essa tarde fica na lembrança. Naquele canto onde só as lembranças boas ficam.

Estou morrendo de saudades de você.

6 de setembro de 2010

118 e vanguarda

Meus lábios ardiam de saudade. Não só meus lábios, mas cada centímetro do meu corpo. Ardiam de saudade e de desejo.

Eram poucas as vezes que nós nos encontrávamos, e quando isso acontecia era rápido. Ou pelo menos, o tempo passava mais rápido que o normal. Ele não era um cara de muitas palavras e eu era uma garota de muitos segredos, o que tornava tudo mais excitante. Pelo menos, pra mim.

Quando nos encontrávamos, não falávamos sobre quase nada, a não ser sobre o que faríamos em breve. Depois de três cigarros, eu ignorava os seus comentários insinuantes sobre o meu corpo e sobre o que ele faria com este naquela noite.

Fim da noite. E finalmente, sem roupas ou segredos, caíamos sobre os lençóis do quarto 118. Nessas horas, tudo parecia claro e perto. A única coisa que nos distanciava eram os desabafos da segunda.

O teto não iria cair enquanto houvesse alegria sobre o chão em que eu pisava.